A exigência de fiança para entrar nos EUA durante a Copa virou um novo obstáculo para o futebol internacional. A medida impacta diretamente seleções e torcedores africanos classificados para o Mundial.
O governo de Donald Trump ampliou um programa que exige depósitos financeiros de viajantes. Agora, visitantes de até 50 países podem precisar pagar até US$ 15 mil para obter visto.
Embora o valor seja reembolsável, a exigência gera forte preocupação. Afinal, o custo pode inviabilizar a presença de milhares de torcedores.
Fiança para entrar nos EUA Copa afeta seleções africanas
A nova regra atinge diretamente cinco países classificados para a Copa do Mundo FIFA 2026.
Entre eles estão Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia.
Essas nações terão jogos nos Estados Unidos durante a fase de grupos. Portanto, torcedores e membros das delegações enfrentam custos elevados para entrar no país.
Além disso, a renda média em muitos desses países gira em torno de US$ 5 mil por ano. Ou seja, o valor da fiança pode superar o ganho anual de um torcedor comum.
Consequentemente, a presença africana nas arquibancadas corre risco real de redução.
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Programa amplia barreiras e pressiona o futebol
Essa fiança faz parte de um programa iniciado em 2025. Inicialmente, ele funcionava como projeto piloto.
Agora, com a expansão, consulados podem exigir depósitos entre US$ 5 mil e US$ 15 mil para vistos de turismo ou negócios.
Enquanto isso, outros fatores aumentam a dificuldade. Preços altos de ingressos, hospedagem cara e atrasos no processamento de vistos já pressionam torcedores.
Além disso, a presença de agentes de imigração, como o ICE, gera preocupação adicional.
Assim, o cenário se torna ainda mais complexo para quem deseja acompanhar a Copa.
FIFA tenta solução, mas incerteza permanece
A fiança para entrar nos EUA, também mobiliza a FIFA nos bastidores.
A entidade busca alternativas para reduzir o impacto da medida, principalmente para delegações oficiais.
Uma das ideias envolve cartas-convite que possam garantir isenção para jogadores e membros técnicos. Ainda assim, não há garantia de que torcedores recebam o mesmo tratamento.
Portanto, o problema permanece sem solução clara.
No fim, a Copa do Mundo se aproxima cercada por dúvidas. O futebol, que deveria unir culturas, agora enfrenta barreiras financeiras que podem esvaziar vozes nas arquibancadas.





