Desde a primeira corrida do ano, na Austrália, os telespectadores apontam uma crítica: a artificialidade das corridas de F1 em 2026. No ano inteiro de 2025, apenas 15 pilotos pontuaram, porém, apenas com 2 grandes prêmios em 2026, já se observa uma maior diversidade de pilotos pontuando. Isso é um reflexo direto das mudanças do regulamento na categoria.
O primeiro ponto que mudou completamente o esquema das corridas foi a extensão do grid. A Cadillac Formula 1 Team entra em 2026 com 2 novos pilotos: Sergio Pérez e Valtteri Bottas. Apesar disso, esse não é o principal fator das alterações no espetáculo.
As principais mudanças estão nos carros. Agora eles são mais leves e menores, com seu Entre-eixo reduzido para 3400 mm, 200 mm a menos que em 2025. Já a largura diminui 100 mm, totalizando 1900 mm. Com isso, o peso mínimo do carro foi alterado para quase 30 kg a menos.
Os pneus seguem com um aro de 18 polegadas, porém apresentam leves alterações. Os dianteiros foram alterados para 280 mm e os traseiros estreitados para 375 mm. Para simplificar, a resistência da aerodinâmica diminui, assim como o arrasto, resistência ao rolamento e a área de contato.
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OVERRIDE
Uma das mudanças mais significativas é a remoção do Drag Reduction System (DRS). No lugar, entra um sistema mais complexo de gerenciamento de energia elétrica, que permite ao piloto ajustar o uso da potência ao longo da volta, chamado de override. Ele substitui a ativação manual do DRS por estratégias energéticas mais dinâmicas, tornando as ultrapassagens menos previsíveis e, para alguns, mais “artificiais”.
Ele possui dois modos, o reta (X) e o curva (Z). O primeiro conta com uma nova asa dianteira e, quando ativado, as duas asas do carro mudam para uma configuração menor de arrasto, diminuindo a resistência aerodinâmica e aumentando a velocidade. No segundo, as asas voltam à configuração comum, o que aumenta o desempenho nas curvas.
Outras duas novidades chegam para as ultrapassagens: o boost, o qual ocorre quando o piloto usa de uma maior potência elétrica, e a recarga, em que eles recarregam a bateria com a energia ganhada na frenagem.
MOTORES
O novo regulamento também amplia significativamente o papel da energia elétrica. Os motores continuam sendo o V6 com 1,6 litros, mas agora a parte elétrica passa de 20% para 50% do uso. O sistema híbrido, em que metade da energia é elétrica e a outra à combustão, passa a ter protagonismo. Ele aumenta a potência MGU-K (cinética) e elimina o MGU-H (por calor).
O CEO da Red Bull, Peter Bayer, declara que esse é o maior desafio enfrentado. Por exemplo, questões de quando e como o piloto precisa recarregar e quando ele precisa usar essa energia são levantadas.
Como melhorar o desempenho nas pistas após as mudanças?
Agora mais do que nunca os simuladores são essenciais para a equipe. Peter compartilha que, devido a essas novidades, é muito importante aprender cada detalhe novo e os processos do carro. Por conta disso, a comunicação pelos rádios entre engenheiros e pilotos aumenta, pois ambos estão em um período de adaptação.
“A maior diferença é que há muito feedback dos engenheiros para os pilotos sobre como eles podem usar melhor a energia. Como ele deve largar, onde pode acelerar ou como deve fazer uma determinada curva” – Marc Gene, embaixador da Ferrari
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