A crise no Itália ganhou novos contornos e, agora, escancara um cenário de instabilidade profunda. Após mais um fracasso esportivo, o presidente da federação, Gabriele Gravina, decidiu renunciar ao cargo.
Além disso, o alerta feito por Aleksander Čeferin sobre a Euro 2032 aumentou ainda mais a pressão sobre o futebol do país.
Crise se agrava após nova queda da Azzurra
A decisão de Gravina veio logo após a eliminação da Itália nas Eliminatórias, quando a equipe caiu nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina.
Com isso, a Azzurra ficou fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. Diante do impacto, a pressão política e esportiva aumentou rapidamente.
O ministro do Esporte, Andrea Abodi, pediu mudanças imediatas na liderança da federação. Portanto, a renúncia acabou se tornando inevitável.
Saídas em sequência ampliam sensação de colapso
A crise não parou na presidência. Logo depois, Gianluigi Buffon, que ocupava um cargo na delegação da seleção, também deixou sua função.
Enquanto isso, o técnico Gennaro Gattuso vive situação delicada. Após apenas 10 meses no comando, sua permanência ficou ameaçada.
Assim, o cenário indica uma possível reformulação completa no comando do futebol italiano.
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Alerta da Uefa coloca Euro 2032 em risco
Paralelamente à crise interna, surge uma preocupação ainda maior. A realização da Euro 2032, que será sediada pela Itália em conjunto com a Turquia, passou a ser questionada.
Čeferin foi direto ao apontar problemas estruturais. Segundo ele, a lentidão na modernização dos estádios e a relação complicada entre política e futebol são entraves sérios.
Além disso, o dirigente destacou que a crise não se resume a um único nome, mas sim a um sistema que precisa evoluir com urgência.
Crise no futebol italiano expõe problemas antigos
Embora Gravina tenha assumido responsabilidade, ele próprio reconheceu que o problema é mais profundo.
Durante sua gestão, iniciada em 2018, a Itália conquistou a Euro 2021. No entanto, os fracassos recentes pesaram mais.
A eliminação para a Macedônia do Norte em 2022, seguida por quedas em torneios recentes, já indicava um declínio. Agora, a nova ausência em Copa reforça esse cenário.
Futuro indefinido exige mudanças urgentes
Um novo presidente será eleito nos próximos meses. No entanto, o desafio vai muito além de uma troca de nomes.
Será necessário reestruturar o sistema, modernizar a gestão e recuperar a credibilidade dentro e fora de campo.
Caso contrário, o risco não é apenas esportivo.
É institucional.
E, pela primeira vez em décadas, o futebol italiano parece jogar contra o próprio tempo.
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