Gianni Infantino pediu desculpas públicas aos torcedores britânicos após a repercussão negativa de uma declaração feita sobre a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Ao mesmo tempo, o presidente da FIFA manteve sua defesa da decisão de conceder o prêmio da paz da entidade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, no mês passado, Infantino afirmou que o Mundial no Catar representou um marco histórico por um motivo específico envolvendo torcedores ingleses.
“A Copa do Mundo de 2022 foi especial porque, pela primeira vez na história, nenhum torcedor britânico foi preso”, disse o dirigente na ocasião.
A fala gerou reação imediata no Reino Unido. Associações de torcedores classificaram o comentário como de mau gosto, enquanto autoridades ligadas à segurança no futebol contestaram a veracidade e a utilidade da declaração.
Pedido de desculpas e tentativa de reparação
Diante da repercussão, Infantino reconheceu o erro e adotou um tom mais cauteloso ao comentar o episódio em entrevista à Sky News. Segundo ele, a intenção nunca foi ridicularizar os torcedores ingleses.
“Primeiramente, preciso me desculpar. A ideia era fazer um comentário mais descontraído, para mostrar que a Copa do Mundo foi um evento pacífico e de união”, afirmou.
Em seguida, o presidente da FIFA tentou reforçar uma leitura positiva do comportamento dos fãs durante o torneio.
“Ter torcedores ingleses vindo de forma pacífica, curtindo o futebol e apoiando suas seleções é algo fantástico”, completou.
Ainda assim, líderes de associações de torcedores insistiram que a fala original reforçou estereótipos antigos e desnecessários sobre o público britânico em competições internacionais.
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Defesa firme do prêmio da paz a Trump
Enquanto recuou em relação aos comentários sobre os ingleses, Infantino manteve posição firme ao defender a entrega do prêmio inaugural da paz da FIFA a Donald Trump. A decisão recebeu críticas após recentes tensões diplomáticas envolvendo os Estados Unidos.
Mesmo assim, o dirigente justificou a escolha com base em ações internacionais atribuídas ao ex-presidente americano.
“Objetivamente, ele merece. Teve um papel importante na resolução de conflitos e no salvamento de milhares de vidas”, declarou.
Infantino também afirmou que a FIFA não deve entrar em disputas políticas e precisa usar o futebol como ferramenta de diálogo.
“Em um mundo dividido e agressivo, precisamos de momentos em que as pessoas possam se reunir em torno de uma paixão comum”, disse.
Rússia, boicotes e a visão de inclusão
Além disso, o presidente da FIFA comentou a possibilidade de revisar a exclusão da Rússia em competições internacionais de base. Para ele, o isolamento esportivo não produz resultados positivos.
“Essa proibição não alcançou nada. Apenas criou mais frustração. Permitir que crianças joguem futebol ajuda a aproximar pessoas”, afirmou.
Por fim, Infantino descartou qualquer boicote à próxima Copa do Mundo, mesmo diante de críticas às políticas adotadas pelo governo dos Estados Unidos.
Segundo ele, o futebol precisa permanecer como um espaço de encontro, diálogo e convivência, acima de disputas políticas momentâneas.
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