A Justiça do Congo pediu à Interpol a emissão de um mandado de prisão internacional contra Jean-Guy Blaise Mayolas, dirigente da Fecofoot. A medida ocorre após sua condenação por desvio de US$ 1,1 milhão em recursos da FIFA.
Além disso, Mayolas está foragido ao lado da esposa e do filho. Todos foram condenados à prisão perpétua por desvio de verbas destinadas ao futebol durante a pandemia. O julgamento ocorreu à revelia, já que a família deixou o país antes da audiência.
Interpol e autoridades ampliam busca por Mayolas
Nesse sentido, investigadores acreditam que o dirigente possa estar escondido em países vizinhos, como Camarões ou a República Democrática do Congo. Por isso, autoridades locais acionaram forças de segurança internacionais e unidades de inteligência financeira.
Além disso, há cooperação com órgãos como a Tracfin para rastrear e bloquear possíveis ativos ligados ao caso. Dessa forma, o cerco ao dirigente se intensifica no cenário internacional.
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Desvio de recursos e punições no futebol
De acordo com as investigações, parte dos valores desviados incluía cerca de US$ 500 mil destinados ao futebol feminino do país. No entanto, apenas uma fração teria sido utilizada corretamente, segundo denúncias de clubes locais.
Enquanto isso, outros dirigentes também foram condenados. O secretário-geral Badji Mombo Wantete e o tesoureiro Raoul Kanda receberam penas de cinco anos de prisão. Ambos, porém, negam envolvimento nas irregularidades.
Por outro lado, a FIFA abriu um processo disciplinar para apurar possíveis violações éticas. As acusações incluem conflito de interesses, falsificação de documentos e recebimento indevido de benefícios.
Crise institucional e impacto esportivo
Consequentemente, o caso provocou uma crise profunda no futebol congolês. O governo chegou a afastar Mayolas do cargo, o que levou a FIFA a punir o país por interferência política.
Como resultado, a seleção nacional sofreu derrotas por WO nas eliminatórias da Copa do Mundo. Posteriormente, a federação foi reintegrada após retomar o controle administrativo.
Ainda assim, o futuro institucional permanece incerto. Portanto, o desfecho do caso pode impactar diretamente a credibilidade do futebol no país e sua participação em competições internacionais.
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