Leonardo Jardim não comanda mais o Cruzeiro. Na tarde desta segunda-feira, na Toca da Raposa II, o treinador confirmou a saída e explicou a decisão. O português falou com emoção, citou a família e anunciou uma pausa na carreira para preservar a saúde física e mental. Assim, encerrou um ciclo intenso e, ao mesmo tempo, marcante no clube mineiro.
Desde fevereiro, Jardim viveu meses de forte desgaste pessoal. Além disso, ele enfrentou viagens constantes e problemas familiares delicados. Mesmo assim, seguiu trabalhando com dedicação total. Segundo o próprio treinador, a escolha veio após sinais claros de exaustão. Portanto, ele decidiu acionar a cláusula contratual e encerrar o vínculo antes do prazo.
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Desgaste pessoal e decisão consciente
Durante a coletiva, Jardim explicou que sempre entra em projetos para entregar o máximo. Por isso, ele avaliou que não conseguiria manter o mesmo nível em 2026. Assim, optou por parar. O treinador lembrou que já tomou decisão semelhante no Monaco, quando interrompeu a carreira por um ano e meio. Agora, ele pretende priorizar a família, os pais e a própria saúde.
A saída vinha sendo discutida internamente há meses. Contudo, o anúncio ocorreu um dia após a eliminação para o Corinthians na semifinal da Copa do Brasil. Apesar do contexto esportivo, Jardim reforçou que a decisão não passou por resultados, dinheiro ou novos contratos.
Gratidão mútua e legado esportivo
Pedro Lourenço, dono da SAF do Cruzeiro, tentou convencer o treinador a ficar. Entretanto, respeitou a escolha. O dirigente destacou o comprometimento de Jardim e ressaltou o aprendizado deixado em apenas dez meses. Segundo ele, o período equivale a anos de evolução institucional.
Leonardo Jardim assumiu o Cruzeiro após a saída de Fernando Diniz. No início, enfrentou dificuldades. Porém, rapidamente ajustou a equipe. O time cresceu no Campeonato Brasileiro e terminou na terceira posição. Assim, garantiu vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2026.
Ao todo, o treinador comandou o Cruzeiro em 55 jogos. Foram 26 vitórias, 18 empates e 11 derrotas. Além disso, levou o clube à semifinal da Copa do Brasil. Para Jardim, a temporada foi especial, embora incompleta. Ele lamentou a ausência de um título, mas reconheceu o valor da caminhada.
Agora, o Cruzeiro avalia o mercado. Tite surge como nome desejado pela diretoria. Jardim, por sua vez, deixa portas abertas. Ele afirmou que seguirá disponível para ajudar, caso o clube precise. O ciclo termina, mas o respeito permanece.
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