Na primeira corrida da temporada, disputada no último fim de semana, a equipe Mercedes-AMG Petronas Formula One Team teve um desempenho dominante. Os pilotos George Russell e Andrea Kimi Antonelli garantiram as duas primeiras posições, enquanto Charles Leclerc, da Scuderia Ferrari, completou o pódio. Porém, eles não são os únicos a utilizarem a unidade de potência da Mercedes em 2026, como exemplo a McLaren, que alega estar em desvantagem.
Mclaren, Williams Racing e Alpine F1 Team são equipes clientes, mas seus desempenhos são completamente diferentes. Um dos pilotos papaia, Oscar Piastri, não chegou a largar, mas o carro de Lando Norris terminou na quinta posição, mais de 50 segundos atrás do P1.
O chefe da equipe McLaren, Andrea Stella, afirmou que a equipe não recebeu informações suficientes da Mercedes High Performance Powertrains (HPP), divisão responsável pelo desenvolvimento dos motores da Mercedes.
Ele diz que na Fórmula 1 é preciso estar ciente do carro e do que está acontecendo, além de precisarem ter planos sobre o desenvolvimento de tudo. O que acontece na pista é simulado.
Aparentemente não há dúvidas de que as unidades de potência utilizadas nos diferentes carros são idênticas, como há de ser, mas sim sobre o nível de informações disponibilizadas. Assim, a Mclaren lamenta estar em desvantagem estrutural pela primeira vez.
O chefe da Williams Racing, James Vowles, também comentou o forte desempenho da Mercedes na corrida e disse ter ficado surpreso com o resultado de Russell e Antonelli em comparação às demais equipes clientes.
“Estou confiante de que a Mercedes nos forneceu o que precisamos, porque eles são muito minuciosos. Tenho certeza de que o que eles nos forneceram nos permite fazer o que eles estão fazendo.”
Vowles acrescenta que a responsabilidade de como utilizar o moto é da própria equipe e que ainda não atingiram o mesmo nível de sofisticação técnica da fabricante da unidade de potência, mas trabalham para evoluir nesse aspecto.
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Enquanto isso, Steve Nielsen, executivo da equipe Alpine F1 Team, comenta estar feliz com a parceria e que estão sim recebendo o máximo de suporte em seu primeiro ano usando o motor Mercedes.
Por outro lado, Toto Wolff, diretor executivo da Mercedes, respondeu às críticas e destacou que todas as equipes ainda estão se adaptando às novas regras da categoria. Ele diz que nunca dá para agradar a todos, mas que tentam prestar um bom serviço.
“Compreender as unidades de potência, transmissões ou sistemas de suspensão sob as novas regulamentações é um processo desafiador para todos. Nunca se consegue distribuir tudo de uma forma que agrade a todos. O importante é prestar um bom serviço, e é isso que estamos tentando fazer.”
A mudaça de unidade de potência no novo regulamento
Pela primeira vez desde 2014 o regulamento de motores da Fórmula 1 mudou. A primeira geração de motores híbridos foi encerrada em 2026 com mudanças significativas.
O primeiro objetivo dessa mudança é atrair novos fabricantes, o que de fato aconteceu, pois esse ano existem 5 fabricantes diferentes. Mercedes e Ferrari continuam fabricando as unidades para a maior parte dos carros.
- Ferrari, Haas e Cadillac – Motor Ferrari
- Red Bull e Racing Bulls – Motor Ford
- Aston Martin – Motor Honda
- Sauber Audi – Motor Audi
Enquanto isso, a Mercedes atende o restante das equipes do grid.
A nova unidade de potência continua sendo o V6 com 1,6 litro, apenas com pequenas modificações. Apesar disso, ele elimina o MGU-H, o qual aproveitava o fluxo de gases de escape. Agora eles priorizam o MGU-K, que recupera a energia durante as frenagens.
As unidades antigas possuíam 20% de potência feita pelo sistema elétrico. Agora, em 2026, isso foi modifcado para que seja metade fornecida pela parte elétrica e a outra por combustão. Além disso, a F1 trabalha para que suas emissões líquidas cheguem a zero até 2030 com o intuito de torná-la mais sustentável.
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