É realmente difícil de imaginar que um cara que, até pouco tempo atrás, nunca havia conquistado nada com sua seleção. E hoje, dia 22 de junho de 2026, é o maior artilheiro das Copas do Mundo. Isso tudo depois de colocar a Argentina no mapa das campeãs do mundo novamente, depois de 36 anos, e ainda sendo vice com a mesma em 2014.
Lionel Messi parece que, depois de vencer e convencer tudo por clubes, virou a chave e decidiu convencer e, principalmente, vencer tudo pela seleção que um dia foi uma farpa nos seus pés. Aquela mesma camisa que tantas vezes serviu como argumento para os críticos, hoje serve como prova definitiva de sua grandeza.
Messi hoje atinge essa marca histórica em Copas do Mundo (18 gols) e, por isso, consegue cravar seu nome na história do futebol mais uma vez. Não que ele precisasse provar alguma coisa para alguém, mas talvez precisasse provar para os deuses do futebol que é legítimo sentar na mesma mesa que eles, já que sua passagem em vida pelo esporte está terminando – infelizmente.
E, antes de terminar, ele decidiu colocar no bolso uma Copa do Mundo e o título – mesmo que por pouco tempo, afinal temos um francês mais novo e cheio de gás já no retrovisor do argentino – de maior artilheiro das Copas.
O Messi em copas do mundo era um fantasma, mas o futebol devia isso a um dos maiores que já pisaram nos nossos gramados
O futebol te devia isso. A Copa foi feliz em te ter e os apaixonados pela pelota, felizes em ver sua magia toda quarta e domingo.
O curioso é que, sem sombras de dúvida, Deus é brasileiro. Mas, inegavelmente, ele curte os Hermanos também. Afinal, há de se convir que, para abençoar uma mão esquerda em um gol tão importante e, no mesmo dia, 40 anos depois, abençoar um pé esquerdo da mesma nacionalidade, um país tem que ser adorado pelo Todo-Poderoso.
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