Michigan Wolverines e UConn Huskies entram em quadra nesta segunda-feira (6) para decidir o título do March Madness da NCAA, em Indianapolis, a partir das 21h50, com transmissão da ESPN3 e do Disney+.
Como chega Michigan?
Favorito ao título desde o início do torneio, o Michigan Wolverines volta à final da NCAA pela primeira vez desde 2018. A vaga foi carimbada após uma vitória de peso sobre o Arizona Wildcats na semifinal, em um jogo que reforçou o principal cartão de visitas da equipe: talento de sobra no elenco.
O grande nome do time é Yaxel Landeborg, principal referência técnica da equipe. O ala de 2,06 m acumula médias de 15,1 pontos, 6,9 rebotes e 3,3 assistências por partida, além de ser peça fundamental nos dois lados da quadra. Mesmo após sentir um problema físico no último jogo, ele está liberado e deve ir para a decisão.
Além dele, Michigan ainda conta com o armador Elliot Cadeau, e com o pivô Aday Mara, nome que aparece com força nas projeções para o próximo Draft da NBA. Na semifinal, Mara foi dominante e terminou com 26 pontos e nove rebotes, atuação decisiva para colocar os Wolverines na briga pelo bicampeonato nacional.
Como chega Uconn?
Se existe um time que sabe como crescer em março, esse time é o UConn Huskies. Dono de uma das camisas mais tradicionais do torneio, o programa chega à decisão tentando manter uma marca impressionante: seis títulos em seis finais disputadas.
Na semifinal, os Huskies passaram por Illinois por 71 a 62 com autoridade, mas o momento mais marcante da campanha veio nas quartas de final. Contra a poderosa Duke, UConn venceu em um dos lances mais absurdos de todo o torneio, com uma bola do meio da quadra de Braylon Mullins no estouro do relógio.
Mullins, aliás, é um dos protagonistas da equipe. O armador brilhou na semifinal com 15 pontos e quatro bolas de três, confirmando o bom momento na reta final do torneio. Mas UConn vai muito além dele.
O pivô Tarris Reed Jr. tem sido uma força constante no garrafão, com médias de 14,8 pontos e 8,8 rebotes por jogo, enquanto o técnico Dan Hurley segue como uma das grandes figuras do basquete universitário, dono de um time competitivo, intenso e acostumado a jogar sob pressão.
O que esperar da final?
A expectativa é de um confronto equilibrado entre dois estilos muito fortes. Michigan chega com mais poder físico, profundidade e nomes badalados para o futuro da NBA. UConn responde com tradição, casca e um time que parece crescer justamente nos momentos mais pesados do torneio.
Se a lógica da campanha for mantida, a tendência é de um jogo decidido nos detalhes e, muito provavelmente, nos minutos finais.
Vale lembrar que, ao contrário da NBA, os jogos do basquete universitário são disputados em dois tempos de 20 minutos, o que costuma deixar o ritmo ainda mais intenso e cada posse de bola ainda mais valiosa.
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