Mais da metade das seleções classificadas para a Copa do Mundo enfrentará custos extras na Copa do Mundo devido a um problema fora de campo. A falta de um acordo fiscal entre a FIFA e os Estados Unidos criou um cenário de desigualdade financeira entre as delegações.
Além disso, as diferenças nos tratados tributários internacionais aumentam ainda mais o impacto, principalmente para países com menor estrutura econômica.
Custos atingem principalmente seleções menores
Embora a FIFA tenha isenção fiscal nos EUA desde 1994, essa condição não se estende automaticamente às 48 seleções participantes. Assim, federações nacionais precisarão pagar impostos federais, estaduais e municipais sobre receitas obtidas durante o torneio.
Por outro lado, apenas 18 países possuem acordos para evitar dupla tributação com os EUA. A maioria deles é europeia, o que cria um desequilíbrio evidente.
Como consequência, seleções menores, como Curaçao e Cabo Verde, podem pagar mais impostos do que potências como França e Inglaterra.
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Brasil pode ser afetado por custos extras Copa do Mundo
O impacto também chega ao Brasil. Como o país não possui acordo de dupla tributação com os EUA, a tendência é que haja cobrança dupla em alguns casos.
Nesse cenário, a Confederação Brasileira de Futebol pode precisar assumir custos adicionais, especialmente em relação à comissão técnica.
Um exemplo direto envolve Carlo Ancelotti, que poderá ser tributado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Ainda assim, existe a expectativa de que a CBF absorva esses valores para evitar prejuízos diretos ao profissional.
Diferenças fiscais ampliam desigualdade no torneio
Enquanto isso, países como Canadá e México oferecem isenção fiscal total às delegações. Portanto, seleções que jogarem nesses territórios terão custos menores.
Além disso, dentro dos próprios Estados Unidos, há variações significativas. Estados como a Flórida não cobram imposto estadual, enquanto regiões como a Califórnia aplicam taxas elevadas.
Consequentemente, o custo final pode variar bastante dependendo da cidade onde cada seleção atuar.
Custos extras expõem falha de planejamento
Diante desse cenário, cresce a crítica à falta de planejamento global. O orçamento operacional da FIFA para cada seleção é fixo, mesmo com custos crescentes.
Além disso, houve redução no valor destinado às despesas diárias das delegações, o que aumenta ainda mais a pressão financeira.
Assim, o que deveria ser uma oportunidade de crescimento para federações menores pode se transformar em prejuízo.
Impacto financeiro pode mudar cenário do futebol global
Especialistas apontam que essa carga tributária pode afetar diretamente o desenvolvimento do futebol em países menores.
Recursos que poderiam ser investidos em estrutura, base e crescimento local acabarão sendo direcionados ao pagamento de impostos.
Portanto, a Copa do Mundo de 2026 não será apenas um desafio dentro de campo.
Será também um teste financeiro e, para muitos, um jogo desigual antes mesmo da bola rolar.





