O debate sobre ações do ICE na Copa ganhou força nos Estados Unidos, enquanto autoridades tentam evitar tensão durante o maior torneio do mundo.
Uma congressista de Nova Jersey apresentou um projeto de lei para limitar operações do Serviço de Imigração e Alfândega.
A proposta impede ações a menos de 1,5 km de estádios e áreas oficiais de torcedores durante a Copa.
Segundo a autora, a medida pretende reduzir o medo entre visitantes internacionais. Além disso, busca preservar o clima festivo do torneio.
“Queremos unir o mundo, não gerar insegurança nas famílias”, afirmou a parlamentar.
Ela também criticou a falta de garantias por parte das autoridades migratórias.
“Quando pedi um compromisso claro, recebi silêncio. Por isso, estabelecemos um limite direto”, reforçou.
+ LEIA MAIS: Irã fala em boicote aos EUA, mas não à Copa
Pressão política cresce em meio à preparação
Enquanto isso, parlamentares democratas intensificam a pressão sobre órgãos de segurança.
Em fevereiro, o diretor interino do ICE evitou descartar operações durante jogos. Desde então, o alerta político aumentou.
Além disso, congressistas enviaram cartas cobrando transparência e coordenação com cidades-sede.
O argumento central gira em torno do impacto psicológico da presença policial em massa.
“Não existe evento seguro se torcedores vivem com medo”, destacou a autora do projeto.
Cidades-sede e segurança entram no centro do debate
Os Estados Unidos receberão jogos em 11 cidades, incluindo Nova York, Los Angeles, Miami e Dallas.
No entanto, episódios recentes ampliaram a preocupação. Em Los Angeles, protestos contra ações do ICE escalaram e geraram tensão social.
Por outro lado, o governo federal anunciou mais de US$ 600 milhões em recursos para segurança.
Mesmo assim, dúvidas persistem sobre a aplicação desses fundos.
Além disso, o impasse político em Washington trava decisões mais amplas sobre segurança e imigração.
Futebol e política caminham lado a lado
O projeto evidencia uma realidade cada vez mais comum. O futebol deixou de ser apenas esporte e passou a refletir disputas globais.
Enquanto a bola promete rolar, o ambiente fora de campo segue carregado.
No fim, a Copa de 2026 já se desenha como palco não só de gols, mas também de debates intensos sobre segurança, imigração e liberdade.
Siga o Sintonia Esportiva no Instagram! @SintoniaEsportiva




