O SBT estuda com cautela a possibilidade de transmitir a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Internamente, levantamentos apontaram que a emissora teria uma vantagem estratégica em relação à Record, principal concorrente na disputa pelos direitos do torneio.
O Mundial é considerado o maior produto televisivo do planeta, atraindo anunciantes de peso e mobilizando audiências que extrapolam o público esportivo. Para o SBT, que vem fortalecendo seu portfólio esportivo nos últimos anos — com Copa Sul-Americana e Liga dos Campeões — a Copa de 2026 seria a peça central para consolidar sua posição no segmento. O movimento também reflete uma disputa acirrada no mercado televisivo brasileiro. A Record, tradicional rival do SBT, vê no Mundial uma oportunidade de reforçar sua grade, mas estudos apontam que o canal de Silvio Santos tem maior sinergia com o perfil de audiência do torneio, além de uma tradição mais consolidada em transmissões esportivas.
A decisão final caberá à presidente do canal, Daniela Beyruti, filha de Silvio Santos. Ela vem analisando os números e ouvindo conselheiros próximos antes de avançar em uma possível negociação. A prioridade é avaliar o impacto do investimento tanto no prestígio da marca quanto na audiência, já que o evento é considerado o mais valioso da TV mundial.
Caso o SBT entre na disputa, marcará o retorno da emissora ao Mundial após quase três décadas. A última edição transmitida pelo canal foi a Copa de 1998, na França, quando a equipe contou com os narradores Silvio Luiz, Téo José e Paulo Soares, além dos comentaristas Orlando Duarte, Juarez Soares e Osmar de Oliveira, o “Doutor Osmar”.
O interesse do SBT sinaliza um movimento ousado no cenário esportivo da TV aberta, que tem se mostrado competitivo desde que Globo, Record e a própria emissora da família Abravanel passaram a dividir direitos de grandes torneios, como a Libertadores e a Copa América. A decisão deve ser tomada nos próximos meses, em um período estratégico para a negociação com a FIFA.