Existe um plano ousado em curso no futebol dos Estados Unidos. Mais do que títulos, a ambição agora é cultural. A ideia é transformar as seleções nacionais nas equipes mais queridas do país.
E quem lidera esse projeto é JT Batson, CEO da US Soccer.
Seleções dos EUA favoritas é meta central da gestão
Segundo Batson, o objetivo vai além do futebol. Nesse sentido, ele deixa a meta clara: transformar as seleções masculina e feminina nas favoritas entre todos os esportes.
Além disso, o dirigente aposta diretamente no impacto de grandes eventos. Por exemplo, a Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e outras competições futuras surgem como motores dessa transformação. Assim, ele enxerga nesses torneios uma oportunidade concreta de expansão.
Ao mesmo tempo, vale destacar um ponto importante. Embora muita gente use o termo “americanos”, o mais preciso é estadunidenses. Isso porque, todos nós somos americanos, já que o continente é um só. Portanto, o futebol, como linguagem global, também exige esse cuidado.

+ LEIA MAIS: Países da Copa terão custos extras por impasse entre Fifa e EUA
Popularidade cresce, mas ainda há distância
Os números mostram evolução. A seleção feminina, após conquistas recentes, já figura entre as mais populares do país.
Enquanto isso, a equipe masculina também subiu no ranking após mudanças no comando técnico, hoje liderado por Mauricio Pochettino. No feminino, o trabalho é conduzido por Emma Hayes.
Ainda assim, o topo do esporte estadunidense segue dominado por ligas tradicionais como basquete e futebol americano.
Investimento pesado impulsiona projeto
Para mudar esse cenário, a federação aposta alto. A estrutura cresceu, os acordos comerciais se multiplicaram e a receita projetada já alcança números expressivos.
Parcerias com grandes marcas e investimentos em centros de treinamento reforçam a estratégia. Um dos destaques é o novo complexo esportivo avaliado em centenas de milhões de dólares.
Além disso, a FIFA também terá papel importante, já que a Copa do Mundo deve gerar receitas significativas para reinvestimento.
Futebol quer dominar participação nas comunidades
Outro pilar do projeto é a base. A federação quer tornar o futebol o esporte mais praticado em todas as comunidades do país.
Para isso, programas de desenvolvimento foram ampliados. A ideia é criar um caminho claro desde o nível recreativo até o alto rendimento.
Assim, o plano não se limita ao topo. Ele começa nas escolas, passa pelas ligas locais e chega às seleções nacionais.
Resultados em campo ainda são desafio
Apesar do otimismo, o desempenho recente da seleção masculina acende um alerta. Derrotas para seleções europeias mostraram que ainda há um caminho a percorrer.
Mesmo assim, Batson mantém a confiança. Para ele, o sucesso não será medido apenas por vitórias.
Será medido pela conexão com o público.
No fim das contas, o objetivo é emocional. Fazer com que o torcedor se enxergue dentro do time.
Criar orgulho. Gerar pertencimento.
Se isso acontecer, os resultados virão como consequência.
E, talvez, o futebol finalmente encontre seu espaço definitivo em um país onde o Bolapé nunca foi bem visto.
+ SIGA A SINTONIA ESPORTIVA NO INSTAGRAM! @SINTONIAESPORTIVA




