Quinta-feira, dia 15 de Janeiro de 2026. Uma data que marca, como uma cicatriz, a maior ferida da história do Águia de Marabá, do Futebol Paraense e de uma das mais trágicas do futebol nacional.
Exatamente um dia depois de um momento de confraternização pelos meus 31 anos de vida, e enquanto preparava tudo para a transmissão de Cleveland Cavaliers x Houston Rockets, contudo, deparei-me com uma notícia impactante: O Acidente com o ônibus da delegação do Águia de Marabá.
Um infortúnio que levou a vida do preparador físico do clube, Hecton Alves, e deixou o Técnico Ronan Tyezzer na UTI em estado grave.

Ronaldo Santos, do canal RS Live Sports, foi o responsável para informar, em primeira mão, a cobertura do Acidente que chocou toda uma cidade.
Apesar das coberturas das TVs, as primeiras informações vieram desta live, que apurou os detalhes do acidente, que aconteceu no trecho entre as cidades de Crixás do Tocantins e Fátima, a 700 km de Marabá.
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Uma colisão frontal com um caminhão, todavia, mudou todos os planos dos jogadores, da comissão técnica e de seus familiares.
Em uma estrada mal iluminada, contudo, uma carreta parada no acostamento, totalmente sem sinalização, foi o obstáculo e o brusco despertar de um motorista cansado.
A colisão acontece, e leva a vida de Hecton Alves, atinge gravemente o técnico Ronan Tyezzer, que neste momento luta pela vida em uma cama de hospital. Porém, como anjos protetores, salvam o impacto grave nos jovens atletas.
O técnico fora levado o mais breve possível ao hospital mais próximo, em uma batalha que, apesar de ser um drama, vai muito além dos simbólicos 90 minutos dentro de um campo de futebol.
Naquele momento, o resultado amargo de 5 a 4 nos pênaltis, já não importava mais. O início da temporada, na partida da Supercopa Grão-Pará contra o Remo, não importava mais. O que importava era cada notícia do estado de saúde dos atletas. O que importava era reanimar e fortalecer o técnico Ronan Tyezzer.
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O que importava era dar conforto a noiva de Hecton, Tailane Borges, que perdeu o homem que seria o esteio de sua família. Já com um casamento encaminhado desde 2023, todos os sonhos de uma vida a dois deixados pra trás da forma mais abrupta possível. Como ela mesma disse no Instagram:
A pior saudade é a do abraço que a gente nunca mais vai dar, sabe? Dói. Porque vai ter dia em que a gente vai ter vontade de contar uma coisa, de pedir um conselho, de ouvir aquela risada de novo. É um vazio, sabe? Fica algo oco dentro de você.
E então, no meio da rua, você vê. Alguém com um cabelo parecido, um jeito de andar que lembra aquela pessoa, uma gargalhada que parece igual. Por um segundo, o coração dispara. Você vira o rosto, procura, quase chama. E aí vem a realidade: não é. Não pode ser. E a ausência se torna mais presente do que nunca. Dói de novo, como se fosse a primeira vez. Uma vez me disseram que o luto é aprender a viver com um fantasma de amor. E talvez seja isso, mesmo.
Dia 29/12/2025 enquanto chamegávamos no nosso íntimo eu pude me despedir de você.Amo você meu bem♥️
As palavras, os momentos de apoio, e cada gesto feito por quem está de fora, jamais irá curar a dor, porém, será uma força pra levantar a cabeça e seguir em frente. Tal qual as famílias, que receberam com festa e alívio, na rodoviária da cidade, seus filhos, netos, sobrinhos, bisnetos, irmãos, pais e afins.
É claro, não queria voltar a escrever com uma notícia dessas, ainda mais com essa semana em que o esporte paraense viveu uma intensa dor, porém era uma crônica necessária para humanizar e exaltar a vida quais os atletas ainda preservaram, e os sonhos que eles ainda terão uma nova chance de ter.


