O debate sobre elencos maiores na Champions ganhou força na Europa, porém terminou com vitória política dos clubes espanhóis dentro da UEFA.
A UEFA decidiu manter o limite atual de 25 jogadores por equipe na Liga dos Campeões da próxima temporada.
Clubes da Premier League defenderam a ampliação para 28 atletas. No entanto, representantes espanhóis lideraram a resistência à mudança.
Atlético de Madrid, Sevilla e Real Sociedad puxaram a oposição. Eles argumentaram que a medida aumentaria ainda mais a vantagem financeira inglesa.
Além disso, o comitê de competições não chegou a um consenso. Por isso, a proposta sequer avançou para votação final.
UEFA mantém regra e adia debate sobre elencos maiores na Champions
A entidade já aprovou o regulamento da próxima edição sem alterações. Assim, o limite de 25 jogadores permanece intacto.
Por outro lado, a UEFA não descartou revisões futuras. O tema pode voltar à pauta antes da temporada 2027-28.
Enquanto isso, clubes ingleses seguem pressionando por mudanças. Eles alegam necessidade de elencos mais amplos diante do calendário mais exigente.
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Expansão do torneio aumenta pressão física
A nova fase da Champions ampliou o número de jogos. Agora, todas as equipes disputam pelo menos duas partidas extras.
Além disso, clubes fora do top 8 ainda enfrentam playoffs adicionais em janeiro.
Esse cenário elevou o desgaste físico dos atletas. Técnicos e dirigentes passaram a cobrar alternativas para lidar com lesões e rotações.
Premier League no centro das críticas
Mesmo assim, o debate envolve mais do que calendário. Clubes de outras ligas enxergam vantagem estrutural da Premier League.
O chamado sistema de proteção por país também entrou na discussão. Ele impede confrontos entre clubes do mesmo país na fase inicial.
Na última temporada, seis equipes inglesas avançaram ao mata-mata. Esse desempenho reforçou a percepção de desequilíbrio competitivo.
Dessa forma, a decisão da UEFA reflete um jogo político claro. Enquanto ingleses pedem adaptação ao calendário, espanhóis travam mudanças para conter o domínio financeiro.
No fim, a Champions segue igual no papel. Porém, fora de campo, a disputa por poder continua intensa.
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