O grande prêmio do Japão foi marcante por muitos motivos. Já na largada, Oscar Piastri ultrapassou as duas Mercedes que eram pole e segundo lugar no grid. Nesse sentido, completou suas primeiras voltas do ano. Outro momento de destaque foi o acidente de Oliver Bearman, o qual saiu mancando do carro. Ainda, Max Verstappen critica a categoria e novo regulamento.
Em primeiro lugar, Oscar Piastri, piloto da Mclaren, sofria com problemas no carro desde o início da temporada na Austrália. No treino livre 1 em sua home race teve problema no acelerador, na unidade de potência e falha no software. No TL2, TL3 e na classificação, a dificuldade com o PU se estendeu. Ainda na qualy, não teve entrega de energia (deploy) e sofreu com a bateria do carro. Ele não chegou a largar em Melbourne devido a um problema de potência, o que ocasionou um pico de torque (ponto de maior força muscular produzida durante um movimento) ao passar pela zebra na volta de apresentação e, consequentemente, um acidente.
Do mesmo modo, no GP da China, a corrida sprint teve um saldo de vazamento de óleo mesmo antes da etapa iniciar. Também não largou por problemas elétricos na unidade de potência. Foi uma grande surpresa para todos os fãs que a atual campeã de Construtores esteja com dificuldades. Lando Norris completou todas as corridas até então, mas com um desempenho longe do de 2025. Por tudo isso, foi chocante ver que o australiano ficou em P2 no Japão.
“Sim. Acho que provavelmente nos surpreendemos um pouco com o quão bem conseguimos nos manter. Obviamente, quando o Kimi teve ar limpo, ele estava muito mais rápido que todo mundo, mas o fato de eu conseguir até mesmo manter o George atrás e também as Ferraris… Nós achávamos que as Ferraris seriam incrivelmente fortes, então o fato de conseguirmos mantê-las atrás, não com total conforto, mas com conforto suficiente, foi uma surpresa positiva. Então, sim, estou muito feliz!” – Oscar Piastri para jornal
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Acidente de Bearman e futuro de Verstappen: além da pista
Além disso, outro destaque da corrida foi o acidente do piloto da Haas, Oliver Bearman. Franco Colapinto diminiu a velocidade para realizar o superclipping, ou seja, recarregar sua bateria. Ao mesmo tempo, Bearman vinha em alta velocidade atrás, marcando uma diferença de quase 100 km/h entre eles. Ao tentar desviar, Ollie perdeu o controle do carro e colidiu na barreira de proteção a mais de 260 km/h.
Isso gerou comentários dentro do paddock. Comportamentos como esse são cada vez mais comuns com o novo regulamento e isso é reconhecido pelos pilotos. Fernando Alonso, piloto experiente, diz que as ultrapassagens passaram a ser algo algo reativo, como desvios de quem está diminuindo a velocidade e recarregando a bateria na sua frente.
Sob o mesmo ponto de vista, Carlos Sainz também se manifestou. Ele diz que Suzuka possui um estilo parecido de corrida com Baku, Singapura e Las Vegas, pois não oferecem espaço para correção em situações parecidas. Essa situação faz com que profissionais possam ficar desanimados com a categoria e quererem explorar outras. Até Max Verstappen demonstra estar insatisfeito. O piloto foi P8 no último final de semana e foi derrotado por Lando Norris ano passado. Quando questionado sobre seu contrato com a Red Bull Racing, que vai até 2028, pareceu querer rescindir antes do acordo acabar.
“É isso que estou dizendo. Estou pensando em tudo o que acontece dentro deste cercado. Pessoalmente, estou muito feliz. Você também espera por 24 corridas. Desta vez são 22. Mas normalmente são 24. E aí você fica pensando: vale a pena? Ou será que prefiro ficar mais em casa com a minha família? Ver mais os meus amigos quando não estou praticando meu esporte?” – Verstappen para o jornal holandês De Telegraaf
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