A bola vai continuar rolando. Independentemente da cor da camisa que o jogador estiver vestindo, a bola sempre continuará rolando. É claro que, quando o clube consegue fazer com que ela role com o passe de um potencial ídolo, com um chute ou com um gol de um jogador importante para a história do time, ela rola com mais facilidade, com mais prestígio, com mais amor. Mas ela sempre continuará rolando…
Marlon Freitas chegou ao Botafogo no início de 2023.
Antes disso, rodou. Fez base no Fluminense até chegar ao Atlético Goianiense. Após um ótimo campeonato nacional em 2022, foi transferido para o Botafogo na temporada de 2023. No Glorioso, o jogador começou tímido e foi conquistando seu espaço com respeito e humildade. Era titular absoluto quando o Palmeiras, em um piscar de olho, virou o jogo para 4 a 3, depois de o Botafogo abrir 3 a 0.
Depois da perda do título brasileiro de 2023, de fato, apenas ele acreditou na sua volta por cima. Na verdade, ele e o dono do clube, John Textor. Trabalhou, até que a hora da volta por cima chegou. Como capitão do time, em 2024, o meia ergueu a taça do Campeonato Brasileiro, que o clube não ganhava desde 1995, e ergueu também a tão sonhada taça da Libertadores.
Após o duro fim de 2023, as faixas com a frase “fora Marlon Freitas”, motivadas pelo possível deboche de uma “piscadinha” no jogo contra o Palmeiras já citado acima, recompensaram o seu trabalho silencioso com uma outra faixa. Dessa vez, ao lado dos maiores ídolos da história do Botafogo.
Mas não esquecemos das reviravoltas que a bola dá.
Como dito, a bola continuará rolando, com ou sem Marlon Freitas. Mas precisava ser rolada com as cores do Palmeiras? Pois é… Marlon está de saída para seu grande algoz na época de Botafogo. Por 6 milhões de dólares, o jogador resolveu fechar a porta para a idolatria e abrir a porta da mancha que deixará na faixa dos ídolos do clube.
Tudo bem, a história foi escrita. De fato, Marlon está, sim, marcado na linda e gloriosa história do Botafogo. Mas, definitivamente, esse conto poderia ter terminado de outra forma. A bola rola, “os jogadores vão e vêm”, e a Estrela Solitária é apenas um apelido, pois de solitária ela não tem nada.
Ao Marlon Freitas, não é prudente julgar o jogador por suas escolhas. Mas são nessas horas que vemos quem quer apenas fazer história e quem quer ser a história. A história ele já fez, e parece que já está satisfeito com isso.
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