Marrocos entra em campo contra o Brasil na estreia da Copa do Mundo de 2026 carregando um peso diferente daquele que tinha quatro anos atrás. Isso porque, se no Catar a seleção africana era vista como uma surpresa, agora os Leões do Atlas chegam ao Mundial com respeito internacional. Além disso, têm a missão de provar que a histórica campanha de 2022 não foi um acaso.
Na última Copa do Mundo, os marroquinos fizeram história. Eles se tornaram a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Mundial. Pelo caminho, eliminaram gigantes como Espanha e Portugal.
Como resultado, terminaram a competição na quarta colocação. Dessa forma, a campanha transformou o país em uma das referências do futebol africano. Consequentemente, as expectativas para 2026 aumentaram de forma significativa.
• Mudança no comando e novo ciclo
Apesar do crescimento recente, a equipe chega ao Mundial após uma mudança importante no comando técnico. Mohamed Ouahbi assumiu a seleção meses antes da Copa. Assim, busca dar sequência ao trabalho que colocou o país entre as forças emergentes do futebol mundial.
Além disso, Marrocos está em um grupo com Escócia e Haiti. Por isso, sabe que um resultado positivo na estreia pode ser decisivo para encaminhar a classificação às oitavas de final. Ao mesmo tempo busca surpreender novamente na copa.
• Estratégia contra o Brasil
Contra o Brasil, a estratégia deve seguir um padrão já conhecido. A equipe tende a atuar com linhas defensivas bem organizadas. Além disso, aposta em marcação intensa e transições rápidas, além disso Marrocos conta com o retorno do lateral titular Noussair Mazraoui recuperado de lesão para o duelo contra o Brasil.
Do mesmo modo, os marroquinos carregam a confiança de quem já venceu a Seleção Brasileira em amistoso em 2023. Por outro lado, sabem que o contexto de Copa do Mundo é diferente e exige ainda mais consistência.
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PRINCIPAIS PERDAS
NAYEF AGUERD
Titular da defesa marroquina nos últimos anos, Nayef Aguerd não conseguiu se recuperar de uma lesão na virilha, agravada por uma fratura no púbis. Ele não atua desde março e acabou sendo cortado da lista final pouco antes da estreia.
Dessa forma, sua ausência representa uma perda significativa para o sistema defensivo. Além disso, ele era considerado um dos líderes da equipe.
ABDE EZZALZOULI
A maior dor de cabeça para o setor ofensivo. O atacante sofreu uma entorse no joelho direito durante amistoso contra a Noruega. Por isso, acabou retirado da convocação.
O atual camisa 10 do Real Betis vive uma grande fase. Ele se destaca pela velocidade, habilidade no um contra um e capacidade de decisão. Assim, era visto como uma das principais armas ofensivas da equipe.
• PRINCIPAIS ESTRELAS E CAPITÃO
• ACHRAF HAKIMI
Principal estrela, capitão e referência técnica de Marrocos, Achraf Hakimi chega à Copa do Mundo de 2026 em grande fase. Recém-campeão da Liga dos Campeões da UEFA com o Paris Saint-Germain pela segunda vez consecutiva, ele é o símbolo da geração mais vitoriosa da história do futebol marroquino.
Dono de velocidade impressionante, qualidade técnica refinada e força física, Hakimi vai além da função de lateral. Além disso, é peça fundamental tanto na construção ofensiva quanto na solidez defensiva.
Após a histórica campanha de 2022, quando Marrocos chegou às semifinais, o capitão chega ao Mundial como um dos principais nomes da competição.
Em entrevista na véspera do jogo, Hakimi foi direto ao falar sobre o duelo:
🎤 “Não existe favorito em uma Copa do Mundo.”
• BRAHIM DIAZ
Brahim Díaz é uma das grandes novidades da seleção de Marrocos para a Copa do Mundo de 2026. O meia ofensivo chega como reforço de peso após optar pela nacionalização esportiva marroquina, passando a defender os Leões do Atlas no cenário internacional.
Formado na base do futebol espanhol e revelado em alto nível na Europa, O camisa 10 da seleção Marroquina construiu sua carreira entre grandes clubes e se consolidou como um jogador técnico, criativo e decisivo no último terço do campo. Ainda assim, ele nunca havia defendido a seleção de Marrocos em uma Copa do Mundo.
Na edição de 2022, no Catar, Brahim Díaz não fez parte do elenco marroquino. Na época, ele ainda não estava integrado ao projeto da seleção africana e seguia seu caminho ligado ao futebol espanhol. Por isso, acompanhou de fora a histórica campanha que levou Marrocos às semifinais.
Agora, o cenário é diferente. Após concluir o processo de naturalização esportiva e optar por defender Marrocos, o meia passa a ser uma das principais apostas técnicas da equipe.
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