A grande pergunta que fica é: onde podemos colocar Lionel Messi na história do futebol?
Aos 39 anos, Messi chega à sua terceira final de Copa do Mundo, em seis edições disputadas. É o maior artilheiro e o maior assistente da história da competição e, no currículo, já possui o título conquistado em 2022. É óbvio que o posto de “Rei” será sempre inegociável, mas o de “Príncipe” talvez já não seja a denominação mais adequada.
Se voltarmos dez anos no tempo, veremos um cenário completamente diferente. Leo perdia mais uma decisão com sua seleção. A Argentina atravessava um longo jejum de títulos: desde a conquista da Copa América de 1993, não levantava um troféu. Na Copa América de 2016, disputada nos Estados Unidos e vencida pelo Chile nos pênaltis, Messi desperdiçou uma das cobranças e, na entrevista após a partida, anunciou sua aposentadoria da seleção argentina.
Quis o destino que Messi voltasse aos Estados Unidos para disputar mais uma final. Dez anos depois, ele está novamente na decisão de uma Copa do Mundo representando um país que, em determinado momento, o rejeitou e chegou a chamá-lo de “espanhol”. Hoje, porém, a Argentina faz questão de colocar Leo na mesma mesa em que Diego está sentado. Mas será que, caso conquiste o bicampeonato mundial consecutivo neste domingo — feito que não acontece desde o Brasil de 1958 e 1962 —, o argentino não mereça um lugar em outra mesa? Na mesa do Rei? É, sem dúvida, algo a se pensar.
Messi chega a sua terceira final de copa.
Messi é, hoje, um senhor do tempo.
Um senhor do seu tempo, sem dúvidas. Faz gols, distribui assistências, dribla, faz chover e transforma qualquer apaixonado por futebol em um verdadeiro chorão. Durante muito tempo, dizia-se que o futebol devia uma Copa do Mundo a Messi. Mas será que já pensamos na possibilidade de o futebol lhe dever duas?
No domingo, descobriremos. Até lá, desfrutemos do melhor jogador do nosso tempo, aproveitemos tudo o que nossos olhos tiveram o privilégio de testemunhar e brindemos ao fato de que o futebol foi justo com um dos maiores jogadores que já pisaram nas quatro linhas.
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