O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela reacendeu debates no esporte internacional. Ainda assim, os EUA não perderão a sede da Copa de 2026, apesar das comparações com sanções aplicadas a outros países.
Embora o direito internacional questione o uso da força fora das exceções previstas pela ONU, o impacto esportivo segue limitado. O cenário atual difere de casos recentes que resultaram em punições.
Diferenças entre o caso dos EUA e sanções anteriores
Historicamente, o esporte tentou manter neutralidade política. Contudo, esse conceito mudou com a incorporação explícita de direitos humanos nos estatutos esportivos globais.
No entanto, as sanções impostas à Rússia em 2022 ocorreram durante as Eliminatórias. Naquele momento, federações se recusaram a jogar, o que forçou uma decisão imediata.
No caso atual, os EUA não perderão a sede da Copa porque o torneio está em fase final de organização. Além disso, o país já possui vaga garantida como anfitrião.
Logística, contratos e peso institucional
Além disso, os Estados Unidos receberão 78 dos 104 jogos do Mundial. Todas as partidas a partir das quartas de final ocorrerão em solo norte-americano.
Consequentemente, contratos bilionários com patrocinadores, emissoras e parceiros comerciais já estão assinados. Uma mudança de sede, portanto, se tornaria inviável técnica e financeiramente.
Ao mesmo tempo, a Copa de 2026 envolve Canadá e México. Essa estrutura compartilhada reforça a estabilidade do projeto e reduz qualquer possibilidade de ruptura.
Ainda que o debate jurídico avance, os EUA não perderão a sede da Copa de 2026 porque a Fifa prioriza a execução do evento e a segurança institucional do torneio.
Por fim, o peso político, econômico e simbólico dos Estados Unidos influencia diretamente o sistema esportivo global. Assim, apesar das discussões diplomáticas, não há indicativos concretos de sanções esportivas imediatas.
O episódio amplia o debate sobre neutralidade esportiva. Entretanto, no curto prazo, a Copa do Mundo segue garantida no território norte-americano.
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