O time feminino do São Paulo quebra a hegemonia que o Corinthians feminino alcançou, o time alvinegro tem o feito histórico de seis títulos consecutivos no Brasileirão Feminino. O clube corinthiano assumiu a equipe em 2018, quando muitos outros clubes nem pensavam em investir em um departamento feminino.
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Mesmo com questões extracampo, o time alvinegro buscou patrocínios e investimentos nessa modalidade. Com isso, o Corinthians conquistou o título de possuir o maior patrocínio da modalidade, que posteriormente o Palmeiras feminino superou.
A importância da vitória do São Paulo não está apenas em levantar o troféu do Brasileirão Feminino, mas também em interromper a hegemonia que o Corinthians implementou ao decorrer dos anos. Essa vitória também reforça a evolução de outros projetos no futebol feminino brasileiro.
A conquista do Tricolor mostra uma mudança no cenário do futebol feminino. Agora, outros clubes podem disputar o primeiro lugar, tendo uma competição mais equilibrada e aumentando o nível de competitividade.
De departamento fechado a primeiro lugar no campeonato
São Paulo reabriu o departamento feminino após sete anos, com um projeto de desenvolvimento de base. O clube não buscou grandes patrocinadores e também não adotou a estratégia de realizar grandes investimentos. Ele priorizou o desenvolvimento de suas atletas jovens.
O futebol feminino do São Paulo passou a se destacar nas categorias de base. Por exemplo, em 2025, o clube conquistou títulos no Sub-15, Sub-17 e Sub-20. Assim, a tendência era que esse trabalho pudesse render frutos. E, entre todo o elenco que ajudou na conquista do título, 14 jogadoras foram formadas nas categorias de base do time tricolor.
Diferente de Palmeiras e Corinthians, que tiveram investimentos feitos, o São Paulo, por não ter capacidade financeira para isso, precisou recorrer a outras estratégias, concentrando-se na formação de sua base.
O futebol feminino crescer, mas nem tudo são flores
A modalidade passou por diversos altos e baixos no cenário brasileiro. Durante o governo de Getúlio Vargas, as mulheres foram proibidas de jogar futebol por uma lei imposta, que durou 40 anos. Após o fim da proibição, meninas e mulheres que sonhavam em se tornar atletas ainda precisaram conviver com a instabilidade dos campeonatos e a falta de estrutura para a prática do esporte.
Anos após isso, é possível finalmente ver o crescimento do futebol feminino no Brasil. A CBF passou a transmitir jogos dos campeonatos femininos, ocorreu uma expansão no calendário e as premiações aumentaram.
Mesmo com o crescimento econômico e o aumento da participação do público nos jogos, a realidade ainda não reflete os números que crescem. Um percentual muito alto de jogadoras ainda tem contratos com durações muito baixas. Além disso, diversas jogadoras revelaram ter problemas com saúde mental, e metade garante que o clube não oferece apoio. Dentre esses e outros problemas, percebe-se que o futebol feminino ainda precisa se desenvolver por completo.
Que as estratégias que São Paulo e Corinthians fazem em suas categorias de base seja vistas como um dos principais objetivos. E que os títulos conquistados possam refletir em outros clubes, para que os incentivem a fazer o mesmo. E, assim, o futebol feminino passe a ser um esporte de mais equilíbrio entre as equipes.
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