O São Paulo chegou a um acordo com a Datasoccer Sports, empresa responsável pelo agenciamento do meia-atacante André Anderson, para quitar uma dívida de R$ 2.056.752,50 em 20 parcelas. O débito diz respeito a pendências financeiras acumuladas durante a passagem do jogador pelo clube, entre 2022 e 2023.
Segundo informações do Globo Esporte, o acordo ocorreu após a Justiça paulista condenar o Tricolor ao pagamento do valor. O juiz Fábio Coimbra Junqueira, da 6ª Vara Cível de São Paulo, proferiu a decisão.
A condenação reúne duas pendências contratuais. A primeira corresponde a R$ 700 mil, referentes a sete parcelas mensais de R$ 100 mil que o clube deixou de pagar. Já a segunda soma R$ 1.356.752,50, valor equivalente a 250 mil euros, divididos em dez parcelas de 25 mil euros, conforme previa o contrato.
Além disso, a Justiça determinou que o São Paulo arque com as custas processuais e os honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor atualizado da condenação.
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Justiça rejeita argumentos apresentados pelo São Paulo
Durante o processo, o São Paulo alegou que a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão vinculado à CBF, deveria intermediar a disputa. Além disso, a diretoria argumentou que as sucessivas lesões de André Anderson teriam “reduzido a utilidade econômica do contrato”.
A Justiça, entretanto, rejeitou os argumentos apresentados pelo clube. Segundo o entendimento adotado na decisão, os pagamentos previstos no contrato com a empresa responsável pela gestão do atleta não dependiam de seu desempenho esportivo nem de suas condições físicas.

André Anderson teve passagem discreta pelo São Paulo
Atualmente no Pouso Alegre, o meia ítalo-brasileiro, de 27 anos, chegou ao São Paulo em 2022, por empréstimo da Lazio, da Itália. No entanto, o jogador enfrentou problemas físicos recorrentes e disputou apenas 12 partidas com a camisa tricolor.
A passagem pelo clube terminou em 2023, em meio a um desentendimento público entre os representantes do atleta e a diretoria sobre sua recuperação de uma cirurgia no púbis, realizada em abril daquele ano.
Na ocasião, o estafe de André Anderson acusou o São Paulo de negligência e afirmou que o clube havia impedido o jogador de utilizar as instalações do Centro de Treinamento para realizar o tratamento. O episódio agravou o desgaste entre as partes e marcou o fim da passagem do meia pelo Tricolor.
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