A retomada do julgamento e o pedido de vista
O caso de Bruno Henrique ganhou novos contornos ao longo da semana. A sessão que deveria ter terminado na última segunda-feira foi interrompida depois do pedido de vista de Marco Aurélio Choy. O auditor quis analisar melhor o processo e, assim, adiou o desfecho. A pausa aumentou a tensão no clube, já que o jogador ainda respondia pela acusação de ter forçado um cartão amarelo em 2023, diante do Santos.
A retomada aconteceu nesta quinta-feira e trouxe um ritmo mais firme. Mesmo distante fisicamente, Bruno Henrique acompanhou tudo de forma virtual. Além disso, a defesa chegou forte, com Michel Assef pelo Flamengo, Alexandre Vitorino pelo atleta e Flávio Willeman representando o departamento jurídico do clube. A equipe sustentou que não houve ação para manipular o jogo e que o lance não feriu a ética esportiva.
Enquanto isso, o tribunal revisava cada detalhe. O relator Sergio Furtado Filho manteve sua posição inicial. Ele defendeu a absolvição no artigo 243-A e sugeriu punição apenas no artigo 191, com multa de R$100 mil. Esse voto abriu caminho para uma virada importante, já que outros auditores passaram a seguir a mesma linha.
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O voto de Choy, a decisão final e o placar de 5 a 3
Com a sessão reaberta, Marco Aurélio Choy apresentou o voto adiado. Ele acompanhou o relator e defendeu a absolvição no artigo 243-A. Além disso, destacou que não houve violação à ética esportiva. O voto dele, aguardado desde segunda-feira, empurrou o julgamento para uma maioria mais clara.
Depois disso, o presidente do STJD, Luis Otávio Veríssimo, fechou a contagem. Ele reforçou que a conduta do clube afastava qualquer enquadramento nos artigos mais graves. Entretanto, sustentou que caberia punição no artigo 191, confirmando a multa de R$100 mil.
Ao final, o resultado ficou em 5 a 3 pela absolvição de Bruno Henrique, sem qualquer suspensão. Assim, o atacante se livra do gancho e volta a ficar livre para atuar, enquanto cumpre apenas a pena financeira definida pelo tribunal.
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