
Após a lesão que tirará o atacante John Kennedy do restante da temporada do clube, surgiram empecilhos no último terço do
campo tricolor. O jogador é o atual artilheiro do time com 15 gols e ocupava a titularidade do setor ofensivo. Diante desse cenário, ausência do atacante gerou uma fase escassa tanto de criação de oportunidades, quanto na conversão de gols.
Nesse contexto, durante o trabalho de Luis Zubeldía, em especial no pós Copa, era notável a baixa produtividade técnica e tática das outras peças ofensivas. Como reflexo disso, o Fluminense disputou sete partidas oficiais nesse período mais crítico, com seis empates, uma derrota e apenas quatro gols. Ignácio marcou duas vezes, enquanto Martinelli e Hulk, de pênalti, completaram os quatro gols.
Além disso, Rodrigo Castillo, a maior contratação do clube, atuou em 21 partidas com o técnico e balançou as redes apenas 3 vezes. Sua última participação foi com um gol em abril contra o Santos na vitória tricolor de 3 a 2 fora de casa.
Da mesma forma, Germán Cano também não viveu sua melhor fase. Com Zubeldía, foram 19 partidas oficiais e balançou as redes apenas uma vez, justamente na estreia do treinador, em um clássico contra o Botafogo.
Confira mais sobre o Fluminense: Análise: o que o empate com o Athletico-PR revelou sobre o Fluminense
A BUSCA POR UMA PEÇA SUBSTITUTIVA
Diante desse cenário, com a janela de transferências do meio do ano, a diretoria tricolor precisava pensar numa solução que resolvesse esse obstáculo. Foi nesse contexto que a contratação de Hulk passou a gerar grandes expectativas, tendo em vista a sua qualidade e efetividade em campo.
Entretanto, as primeiras participações do atacante deixaram a desejar e, como consequência disso, provocaram uma onda de vaias e críticas da torcida. Com isso, Hulk diz que essas situações fazem parte da vida de um atleta, e frisa: “Não posso achar que não sou um bom jogador.”
A VIRADA DE PÁGINA DO ATAQUE TRICOLOR
Antes da mudança de comando, ao analisar este recorte crítico do comando técnico de Zubeldía, o Fluminense disputou sete jogos oficiais e dois amistosos. Hulk marcou apenas duas vezes, ambas de pênalti.
Naquele período, as engrenagens mal funcionavam no trabalho anterior. Peças centrais do campo ofensivo já haviam participado em jogos nos quais o time criou poucas oportunidades e não conseguiu convertê-las em gols.
A mudança, então, veio com Marcão. O treinador até então possui 4 jogos à frente do time e não foi derrotado até então. Nesse período, o tricolor marcou nove gols, quatro deles por meio de Hulk e Germán Cano.
Em suma, é notória a evolução ofensiva do Fluminense sob o comando de Marcão. Com ele, os jogadores aperfeiçoaram a técnica, ganharam confiança e passaram a executar a ideia tática com mais qualidade e precisão.
Siga a @sintoniaesportiva !




