Vitor Galvani conquistou um dos principais prêmios do basquete norte-americano. Nesta quarta-feira (1), o paulista de 33 anos foi eleito o melhor técnico da temporada regular da G League, a liga de desenvolvimento da NBA. A decisão foi divulgada justamente no dia da estreia de sua equipe nos playoffs.
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Além disso, o prêmio veio coroar um trabalho histórico. Sob o comando de Galvani, o Capitanes, do México, alcançou a pós-temporada pela primeira vez. Foram 24 vitórias e 12 derrotas na fase de classificação. Dessa forma, o time garantiu a segunda posição da Conferência Oeste.
A eleição que consagrou o brasileiro contou com votos de outros técnicos e dirigentes da liga de desenvolvimento. Assim, Galvani recebe o Troféu Dennis Johnson, que homenageia o tricampeão da NBA, membro do Hall da Fama e ex-técnico da G League.
Nascido em Campinas, o treinador sonhava em ser jogador. Aos 19 anos, porém, seguiu outra função ligada ao basquete. Anteriormente, ele foi assistente técnico no NBB, na seleção brasileira adulta e no próprio Capitanes. Posteriormente, tornou-se treinador principal do Pinheiros em 2024, sendo o segundo mais jovem a comandar uma equipe na história do NBB.
Enquanto isso, sua trajetória também inclui passagem pela seleção brasileira sub-19. Depois de ótimos trabalhos nas categorias de base do Corinthians, ele recebeu convite do Cleveland Cavaliers para acompanhar o time na Summer League. A partir dessa oportunidade, surgiu a conversa com a diretoria do Capitanes.
Estilo de trabalho
No Brasil, Vitor Galvani trabalhou com jovens no Pinheiros. O clube prioriza o desenvolvimento de atletas. Do mesmo modo, seu perfil se encaixa na filosofia da G League.
“A gente tem uma equipe aqui, não tão nova como eu tinha no Pinheiros, mas uma equipe ainda jovem, vários jogadores de primeiro ano de G-League, saindo do universitário”, afirmou o treinador. “Isso me ajudou nesse ponto de saber exigir deles, saber cobrar que eles joguem o mais forte possível o tempo todo, joguem pela equipe.”
Com experiência na elite do basquete brasileiro, Galvani compara o estilo de jogo entre as duas ligas. Segundo ele, os treinadores do NBB têm altíssimo nível.
“Eles fazem ajustes durante o jogo, preparam muito bem as partidas e continuam estudando para se desenvolver”, disse. “Essa parte tática aqui, os times jogam muito simples, com ações simples de jogo, poucas jogadas, e deixam muito que o jogador se sinta livre para tomar decisões.”
Futuro de brasileiros na NBA
Enquanto Vitor Galvani se destaca na liga de desenvolvimento, outro brasileiro também brilha na principal: Thiago Splitter, comandante do Portland Trail Blazers. O técnico do Capitanes analisou a possibilidade de mais treinadores do país assumirem times da NBA.
“A NBA, eu vejo que é uma liga que circula muito dentro daquilo que ela conhece, e o que ela conhece é a NBA e a G League”, afirmou. “Uma das coisas que poderia ajudar muitos treinadores brasileiros são resultados internacionais. Quando a Espanha teve resultados expressivos internacionais, não só jogadores, mas também treinadores como Jordi Fernández, que agora está no Brooklyn, vieram para cá.”
O treinador ainda acrescentou:
“Quanto mais a gente conseguir desenvolver o basquete brasileiro e conquistar resultados internacionais, aproveitar esse bom momento que a seleção está, agora em primeiro no ranking da FIBA Américas, acho que sim tem mais possibilidade.”
Por fim, o Capitanes enfrenta o Rip City Remix nesta quarta-feira, pelas quartas de final da G League. A equipe mexicana busca avançar na pós-temporada sob o comando do técnico brasileiro premiado.





