Ela já está por aí… Depois de um longo e tenebroso inverno — e é verdade que esse ciclo foi mais curto, tendo em vista que sua última aparição ocorreu entre os meses de novembro e dezembro — ela está de volta. Trazendo consigo histórias que somente nós, homens do futuro, já conhecemos. Mas quem brinda o presente também somos nós, por saber que amanhã já é dia de Copa.
Assim como a luz está para quem vive na escuridão, ou a bola está para Pelé, a Copa do Mundo está para nós, amantes do futebol. Dividimos nossas vidas a partir dela. “Aquele ano? Não lembro… Acho que foi depois da Copa tal.” Ou então: “Naquela época, tal país ainda nem tinha conquistado uma Copa do Mundo” — perdoem-me os amigos espanhóis.
Para quem tem o futebol como norteador da vida, os ciclos de Copa do Mundo são nada mais, nada menos, do que o leme pelo qual navegamos durante longos quatro anos. E, para falar a verdade, felizmente longos quatro anos. Imagine banalizar um campeonato que Cruyff, Eusébio, Zico e tantos outros gênios do esporte jamais conseguiram conquistar?
Teve jogador que precisou dedicar dezoito anos da vida ao futebol, passando por cinco Copas do Mundo — e, pasmem, não satisfeito em ganhar sua primeira após 5 tentativas, vai tentar ganhar a segunda na sexta tentativa — para finalmente, na derradeira oportunidade, sentar-se à mesa dos deuses das quatro linhas.
E ela já está por ai
O México, um dos donos da casa, apresentou suas credenciais com um incontestável 2 a 0 sobre a modesta seleção da África do Sul. Quinones, eleito o melhor da partida, e Jiménez marcaram os gols. O brasileiro Wilton Pereira Sampaio foi o responsável pelo apito e teve trabalho. Foram três expulsões ao longo da partida: duas do lado sul-africano, com Sithole e Zwane, e uma do lado mexicano, com Montes, já nos acréscimos.
Enquanto isso, o canário voa em busca do tão sonhado hexacampeonato. Neste sábado, a parada é diante da boa seleção marroquina. Veremos se haverá forças para bater as asas até a tão desejada sexta estrela.
A Copa já está aí.
E, como sempre, durante um mês o mundo parece girar em outro ritmo. Os relógios continuam marcando as horas, mas nós, passamos a contar o tempo em escala de jogos, gols, tabelas e sonhos.
Aproveitemos. Porque existem muitas coisas capazes de unir pessoas, mas poucas são tão poderosas quanto o futebol. E, de todas elas, nenhuma é tão especial quanto uma Copa do Mundo.
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