A crise financeira do Corinthians segue chamando a atenção. Desta vez, o clube foi notificado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) devido à inadimplência de três parcelas de uma transação tributária que reduziu uma dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões.
Ao todo, os valores em atraso somam R$ 20,494 milhões. Além disso, o acordo firmado entre o Corinthians e a União pode ser rescindido caso o clube não regularize a situação.
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Corinthians atrasa parcelas do acordo
Segundo o ge, a gestão do Corinthians, sob a liderança de Osmar Stabile, não pagou as três últimas parcelas do acordo firmado no início do ano. Na negociação, o clube renegociou com a União dívidas acumuladas ao longo de duas décadas.
Inicialmente, o clube pagou as quatro primeiras prestações, referentes aos meses de fevereiro, março, abril e maio. No entanto, o clube deixou de pagar as parcelas de junho, julho e agosto.
De acordo com o contrato firmado com a PGFN, a “falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas” pode levar à rescisão do acordo.
Diante dos atrasos, a PGFN notificou o Corinthians em 14 de agosto e determinou que o clube regularizasse a situação para evitar a rescisão da transação.
Nos débitos não previdenciários, o acordo estabelece parcelas de R$ 4.829.616,18. Como o time deixou de pagar três prestações, a dívida em atraso chega a R$ 14.488.848,54. Ao todo, o clube deve quitar esse débito em 120 parcelas.
Já nos débitos previdenciários, o acordo estabelece 60 parcelas de R$ 2.001.982,48. Com três prestações em aberto, o clube acumula R$ 6.005.947,44 em pagamentos atrasados.
Somados, os dois tipos de débito chegam a R$ 20.494.795,98. Vale destacar que a Selic, taxa básica de juros do Brasil, corrige os valores das parcelas.
Enquanto isso, a diretoria do time afirma que trabalha para resolver as pendências. Além disso, o clube mantém contato com a Fazenda para regularizar os pagamentos.
A próxima parcela do acordo vence no dia 30 deste mês.
Em nota, o Corinthians afirmou que “está trabalhando, assim como está em contato com a Fazenda, para resolver a questão o mais rápido possível”.
Corinthians atrasa pagamentos e pode perder redução da dívida
Caso a PGFN rescinda o acordo, o contrato determina o restabelecimento do valor original da dívida, sem os descontos concedidos durante a negociação. Nesse cenário, o órgão descontaria apenas os valores que o Corinthians já pagou.
Com isso, a União poderia retomar as cobranças judiciais e extrajudiciais das dívidas.
Além disso, o time ficaria impedido de negociar uma nova transação tributária pelos dois anos seguintes, mesmo que o novo acordo envolvesse outras dívidas.
Por sua vez, a PGFN representa a União em questões fiscais e realiza a cobrança judicial e administrativa de débitos, como impostos não pagos e dívidas previdenciárias. Além disso, o órgão presta assessoramento ao Ministério da Fazenda.
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