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Decisão da Fórmula E é destaque do último fim de semana de férias da Fórmula 1

Principal categoria do automobilismo elétrico chega à etapa final com nove pilotos na disputa pelo título

Por

Fernando Mattos

Foto: Divulgação / @FIAFormulaE

Admita, você já está com saudade da Fórmula 1. Enquanto os melhores pilotos do mundo aproveitam suas merecidas férias, o mundo do automobilismo não para. E, neste fim de semana, o destaque fica por conta da decisão do Campeonato Mundial de Fórmula E. A principal categoria do automobilismo elétrico chega à sua etapa final com nada mais, nada menos do que nove postulantes ao título.

+Leia mais: Fórmula 1 volta à Malásia, mas sem o retorno do GP do país; entenda

Mas afinal: o que é a Fórmula E?

Fico feliz que tenha perguntado. A Fórmula E, assim como a Fórmula 1, consiste em uma série de corridas, neste caso conhecidas como “E-Prix”. As corridas acontecem em diversos países, incluindo o Brasil, e em diferentes continentes ao redor do mundo. Além disso, as provas acontecem principalmente em circuitos de rua, criados especificamente para a categoria, em vias públicas fechadas nos centros de grandes cidades.

O sistema de pontuação é idêntico ao da Fórmula 1, justamente por se tratar de uma categoria com status de campeonato mundial da FIA (desde 2020). Esse sistema, por sua vez, define dois campeonatos: um de pilotos e outro de equipes.

No grid da atual temporada, praticamente 1/4 dos pilotos tem experiência na Fórmula 1. Entre eles está o brasileiro Lucas Di Grassi, que fará sua despedida após 12 anos na categoria, tendo sido campeão na temporada 2016/17. Além disso, o grid conta com Sébastien Buemi e Jean-Éric Vergne, ambos com passagem pela antiga Toro Rosso (atual Racing Bulls), com mais de 50 participações em Grandes Prêmios para cada um. Nyck de Vries, piloto da AlphaTauri (atual Racing Bulls) em 2023 e campeão da Fórmula 2 em 2019, e Pascal Wehrlein, com passagens na Manor e na Sauber, fecham a lista dos ex-F1 no grid.

E nem só de ex-pilotos de Fórmula 1 vive a Fórmula E. Campeões de categorias de acesso, como o brasileiro Felipe Drugovich, campeão da Fórmula 2 em 2022, e Mitch Evans, campeão da GP3 (atual Fórmula 3) em 2012, acrescentam qualidade ao grid. Além disso, pilotos com grandes feitos em categorias fora da pirâmide da Fórmula 1, como Fórmula Renault e a Super Fórmula japonesa, também completam o grid.

E como funciona a competição?

Dez equipes, cada uma com dois pilotos, disputam o título da categoria. No entanto, a similaridade com a Fórmula 1 acaba por aí. Nenhuma das equipes do grid atual conta com um time na Fórmula 1, desde que a McLaren anunciou que sairia da competição nesta temporada para focar em seu projeto de Endurance. Entre elas, estão algumas equipes conhecidas em outros ramos do automobilismo, como a Penske e a Andretti, tradicionais na IndyCar.

Em seu formato prático, a competição se diferencia bem do padrão ao qual estamos acostumados. Na classificação, os carros, que podem atingir 322 km/h, são divididos em dois grupos conforme a posição no campeonato. Os pilotos em posições ímpares são alocados no grupo A, enquanto os das posições pares vão para o grupo B.

Cada grupo tem 10 minutos para registrar sua volta mais rápida utilizando 300 kW de potência. Nesse momento, os quatro primeiros de cada grupo avançam para a fase de duelos. Nos enfrentamentos, divididos em quartas de final, semifinais e final, os pilotos podem utilizar 350 kW de potência para brigar pela pole.

As corridas têm distâncias predefinidas por voltas, como na maioria das categorias do automobilismo. Além disso, a cada quatro minutos sob bandeira amarela ou com Safety Car na pista, uma volta adicional entra na duração da corrida. Os pneus dos carros da Fórmula E são projetados para durar uma corrida inteira em todas as condições climáticas. Logo, a parada nos boxes não é obrigatória, à exceção das corridas com o chamado Pit Boost.

Pit Boost?

E, falando nele, o Pit Boost é uma das diferentes mecânicas de uma corrida de Fórmula E. Nas corridas em que o recurso se faz presente, geralmente em fins de semana de rodadas duplas, os pilotos têm de fazer uma parada obrigatória de 30 segundos para recarregar as baterias do carro a 600 kW. Com isso, eles recebem 3,85 kWh extras de energia (cerca de 10% de energia adicional) para usar durante o restante da corrida.

E, se falamos no Pit Boost, não podemos deixar de falar do Modo Ataque. Essa mecânica faz com que os pilotos recebam 35 kW de potência ao passarem por uma área designada do circuito, fora da linha de corrida. Dessa forma, a ativação do Modo Ataque pode impactar diretamente as corridas, dependendo da estratégia de uso. A potência extra dura 8 minutos e pode ser utilizada de diversas formas, como dois períodos de 4 minutos ou um período de 2 minutos e outro de 6.

Como a Fórmula E chega para sua decisão?

O cenário para a decisão não poderia ser mais caótico. O líder do campeonato, Jake Dennis, da Andretti, tem 146 pontos. Entre ele e o nono colocado, Nyck de Vries, a diferença é de apenas 52 pontos, com 58 em disputa. Dennis só depende de si para se tornar bicampeão da categoria. O britânico venceu duas vezes na temporada: na abertura do campeonato, em São Paulo, e em Sanya, na China.

Logo atrás, o neozelandês Mitch Evans, da Jaguar, tem 144 pontos, apenas dois a menos que Dennis. O piloto também venceu duas provas no ano, mesma quantidade de Pascal Wehrlein, da Porsche, que aparece logo atrás, com 141 pontos. Pouco mais distante dos três primeiros, ainda temos Oliver Rowland, da Nissan, piloto britânico e atual campeão da categoria, com 132 pontos.

Por fim, a Fórmula E se despede de sua 12ª temporada neste fim de semana, em grande estilo: uma rodada dupla, no sábado (15) e domingo (16), com classificações às 6h40 e corridas às 11h05 da manhã. 

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