A Fórmula 1 chega ao Templo da Velocidade neste fim de semana, ainda sem a presença de Isack Hadjar. Somado a isso, o líder do campeonato Kimi Antonelli, larga do fundo do grid em razão da troca de sua unidade de potência. Além disso, as altas temperaturas serão um desafio às equipes, que terão que lidar com o calor extremo em uma das pistas mais tradicionais do calendário.
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O líder na última posição
Kimi Antonelli terá de largar do último lugar do grid em sua corrida de casa. Essa punição ocorre porque a Mercedes resolveu trocar todos os componentes do seu motor por uma unidade de potência totalmente nova. Como o piloto italiano já havia alcançado o teto permitido pelo regulamento — que estipula um limite de 3 a 4 peças para cada item da unidade —, a equipe alemã preferiu realizar a substituição completa de uma só vez em vez de trocar os componentes progressivamente.
Vale ressaltar que não existe um limite de trocas, porém a partir de um certo número de trocas é aplicada punições severas. Exemplificando, a primeira peça excedente, é gerada uma punição de 10 posições e as subsequentes geram 5 punições por troca. Além disso, quando a soma das penalizações fica em 15 posições, a punição se torna mais branda e o piloto cai direto para a última colocação do grid.
Essa restrição impede que as equipes substituam componentes por novos a cada GP. Com isso, as equipes precisam planejar e elaborar estratégias específicas para o momento de efetuar essas trocas
Deste modo, a troca de componentes de Kimi é extremamente inteligente por parte da Mercedes. Por conta do GP da Itália ser a pista mais rápida do calendário e possibilitando ultrapassagem. Juntamente à isso, como o carro da Mercedes tem sido o melhor da temporada e agora dispõe de um motor zerado. Com isso, Antonelli tem boas chances de realizar uma grande corrida de recuperação e conquistar um ótimo resultado, apesar de partir do fundo do grid.
Em conjunto, entregar um motor totalmente novo para ele e em uma pista que é viável ultrapassagens. Acaba gerando uma vantagem a ele contra os demais concorrentes ao título do campeonato de pilotos.
Condições climáticas extremas
A FIA acionou o protocolo formal de estresse térmico para o fim de semana. Com o GP sendo possivelmente uma corrida de risco por calor extremo, são previstas temperaturas máximas que variam entre 33°C e 36°C. De maneira contrária da média histórica para o início de setembro em Monza, que geralmente fica entre 25°C e 27°C.
Além da sensação térmica absurda, com o céu aberto e poucas nuvens ao longo de todo o fim de semana, a temperatura do asfalto deve superar os 55°C durante as sessões da tarde.
Analogamente a isso, as condições climáticas afetam extremamente os pilotos. Em consequência, as equipes poderão equipar os carros com o novo sistema de resfriamento para o colete dos pilotos aprovado pela FIA. Caso a equipe opte por não adotar esse equipamento, o piloto precisará levar um lastro adicional no cockpit para atingir o peso mínimo exigido.
Outro fator é o motor do carro, que ficará superaquecido. A partir deste ano, com as novas baterias e a maior dependência do sistema elétrico nas unidades de potência de 2026, o ar quente e rarefeito afeta o desempenho dos radiadores. Consequentemente, para prevenir o superaquecimento do motor e das baterias, as equipes terão que ampliar as aberturas de ar dos veículos. Resultando na elevação do arrasto aerodinâmico e redução do rendimento de velocidade no final de retas.
Portanto, este fim de semana será um teste de estratégias das equipes e da superação de cada piloto.
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