Depois de mais de trinta anos, a Fórmula 1 está de volta ao continente africano. A categoria mais badalada do automobilismo mundial anunciou, nesta semana, um acordo para a realização do GP da África em Ruanda. A estreia está prevista para o início da década de 2030, possivelmente em 2030 ou 2031, a depender do andamento das obras.
Divulgação / @f1
A etapa tem acordo de 10 anos com a categoria e ocorrerá em Bugesera, próxima a capital do pais, e ao novo aeroporto internacional, cuja inauguração está prevista para 2028. A localização também favorece a logística, um dos fatores envolvidos nas dificuldades para viabilizar o retorno da categoria ao continente nos últimos anos, ao lado de questões burocráticas e dos investimentos necessários.
Os próprios pilotos já incentivavam uma etapa no continente. Lewis Hamilton, pontuou inúmeras vezes que não gostaria de deixar a categoria antes da mesma, regressar a África. Ruanda já vinha recebendo eventos internacionais ligados ao esporte, como as premiações da FIA em 2024.
O projeto é uma grande oportunidade de atrair atenção, desenvolvimento e investimentos para o país, focando em colocá-lo como um ator de protagonismo no continente. Na mesma linha que tentam se afastar do papel de um país tradicionalmente marcado pelo subdesenvolvimento e dificuldades desde fome, pobreza até questões sociais e políticas. Há quem diga que a chegada da categoria, pode servir como uma cortina de fumaça para com os problemas do pais.
A pista
A prova vai ocorrer em um autódromo que ainda será construído, por isso a incerteza em relação a data de estreia. O projeto do até o momento chamado de Rwanda International Circuit, será liderado pela WurzDesign, do ex piloto Alex Wurz, junto com a Tilke Engineers and Architects do renomado arquiteto alemão Herman Tilke.
O layout final do projeto ainda não foi divulgado. A traçado será no sentido anti horário e deve ter pouco mais de 6km. Além de contar com alternância de níveis, muitas curvas, retas, velocidade, entre outros pontos. Outro ponto que merece atenção é a altitude. O traçado deve ficar aproximadamente 1.500 metros acima do nível do mar, atrás apenas do GP do México, o que deve influenciar em questões aerodinâmicas e dos pneus.
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Os responsáveis pelo projeto afirmam que a prioridade é desenvolver uma pista prazerosa de pilotar. A intenção é criar um traçado capaz de conquistar pilotos e fãs. O complexo também deverá receber outras categorias do automobilismo, além de eventos, conferências e atividades de entretenimento ao longo do ano.
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O que se fala sobre
No comunicado divulgado pela categoria, Stefano Domincali, presidente e CEO da Fórmula 1, mostrou bastante entusiasmo com o acordo e destacou a importância da expansão. Agora, a categoria estará presente em todos os continentes habitados, aproximando mais ainda o esporte de seu público.
Paul Kagame, presidente de Ruanda e um dos incentivadores da etapa, disse ser importante trazer eventos como tal para a África. O mesmo também ressalo continente é formador de atletas de destaque em diversas modalidades, porém faltava esse retorno ao continente em si.
A expectativa também é que a iniciativa beneficie outras nações africanas e incentive a realização de mais corridas no continente no futuro. A escolha do nome GP da África está diretamente relacionada a essa ambição. Em vez de apresentar a prova como um evento restrito a Ruanda, a proposta é ampliar seu alcance e atrair parceiros de outros países.
O presidente da FIA, Ben Sulayem, disse ser esse um momento histórico e um grande passo para o crescimento do esporte a motor no continente. Além de ressaltar o potencial da iniciativa para desenvolver novos talentos, ampliar o acesso ao esporte e criar oportunidades para futuras gerações.
A África já esteve no calendário
Está será a terceira casa do GP africano. Isso porque, o Marrocos sediou uma etapa em 1958, vencida por Stirling Moss e a África do Sul, recebeu a categoria por 23 anos até 1993. Na última edição, a vitória foi de Alan Prost com a Williams, com Senna em segundo e Blundell fechando do pódio.
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